Bichectomia no Tatuapé
Remoção da bola de Bichat por acesso pela parte de dentro da bochecha — sem corte na pele do rosto, sem cicatriz aparente.
A bichectomia remove parte do coxim adiposo de Bichat, uma bolsa de gordura que fica dentro da bochecha. O acesso é pela parte de dentro da boca, e é isso que coloca o procedimento no campo da odontologia. Além da mudança no contorno do rosto, existe uma indicação funcional que raramente aparece na propaganda: quem morde a bochecha por dentro com frequência pode ter alívio real.
O resultado final demora mais do que a maioria das pessoas espera
é o tempo até o resultado se estabelecer, quando o inchaço do tecido é completamente reabsorvido
Sem cicatriz no rosto
Todo o acesso é interno, pela mucosa da bochecha. Não há incisão na pele e não fica marca aparente.
Alívio de mordida na bochecha
Quem morde a mucosa jugal repetidamente, muitas vezes sem perceber, pode ter indicação funcional e não apenas estética.
Consultório, anestesia local
Na maioria dos casos é feito no consultório com anestesia local, sem necessidade de internação.
Expectativa alinhada antes
Mostramos o que é possível no seu formato de rosto — e dizemos com clareza quando o caso não tem indicação.
Quando é indicado — e quando não é
Nem todo rosto que parece arredondado tem indicação. O volume pode vir de gordura subcutânea, de musculatura ou da própria estrutura óssea, e nesses casos a bichectomia não muda o resultado.
Volume por bola de Bichat
O caso com indicação clara: o coxim adiposo é proeminente e responde pelo contorno arredondado na região central da bochecha.
Mordida de bochecha
Trauma repetido da mucosa jugal entre os dentes. Reduzir o volume diminui a interposição do tecido.
Bruxismo severo
Em casos selecionados, associado a outros tratamentos, quando há trauma da mucosa pela força do aperto.
Quando não indicamos
Rosto arredondado por gordura subcutânea, por musculatura ou por estrutura óssea — a cirurgia não resolveria.
Idade e envelhecimento
A face perde volume naturalmente com os anos. Remover gordura em quem já é magro tende a antecipar o aspecto de rosto encovado.
É irreversível
A gordura removida não volta. Por isso a avaliação é conservadora: é melhor remover de menos do que de mais.
Como conduzimos
1. Avaliação
Exame facial e intraoral para identificar de onde vem o volume, e conversa sobre o que você espera do resultado.
2. Planejamento
Definimos se há indicação, o quanto remover e as orientações de pré-operatório. Você recebe tudo explicado.
3. Cirurgia
Acesso pela mucosa da bochecha, com anestesia local. Poucos pontos, que costumam ser reabsorvíveis.
4. Pós-operatório
Retornos de acompanhamento. O inchaço maior cede em cerca de 15 dias; o resultado final se define ao longo de meses.
O que a propaganda sobre bichectomia costuma esconder
Três coisas. Primeiro: é irreversível — a gordura removida não volta, e remover demais produz um rosto encovado que não tem correção simples. Segundo: o resultado leva meses para aparecer, não sai da cadeira pronto. Terceiro: não é procedimento para todo mundo — em rosto magro ou em volume de origem óssea, o ganho é nulo ou negativo. Se alguém indicar bichectomia sem examinar de onde vem o volume do seu rosto, procure outra opinião. O pós-operatório se parece com o de uma extração de siso.
Dúvidas frequentes
Não na pele. Todo o acesso é feito pela parte de dentro da bochecha, então a cicatriz fica na mucosa, escondida, e costuma ser imperceptível depois de cicatrizada. É exatamente por ser um procedimento intraoral que ele está no campo de atuação do cirurgião-dentista.
Comparável ao de uma extração de siso. É esperado inchaço e limitação para abrir a boca por cerca de 15 dias, controlados com a medicação prescrita e com gelo nas primeiras horas. Alimentação macia e fria nos primeiros dias. A recuperação social costuma levar de uma a duas semanas.
Aproximadamente 6 meses. O inchaço maior passa em cerca de duas semanas, mas o tecido continua se reorganizando por bastante tempo depois — e é só quando ele é completamente reabsorvido que o contorno final aparece. Quem espera resultado imediato se frustra.
Não. A gordura removida não se regenera. É a razão pela qual conduzimos a indicação de forma conservadora e preferimos remover menos: sobra é ajustável, falta não. Em casos de remoção excessiva por outro profissional, as alternativas envolvem preenchimento ou enxerto, que são paliativos.
Só o exame responde. O volume da bochecha pode vir da bola de Bichat, de gordura subcutânea, da musculatura do masseter ou da própria estrutura óssea. A bichectomia atua em apenas um desses. Se a origem for outra, a cirurgia não muda seu contorno — e nesse caso dizemos isso com clareza.
O Conselho Federal de Odontologia regulamenta o procedimento como de competência do cirurgião-dentista, por ser de acesso intraoral. Há uma discussão judicial em andamento sobre o alcance dessa competência: em agosto de 2026 o TRF-1 decidiu contra a norma, mas a decisão não é definitiva, cabe recurso e o CFO orienta a continuidade do atendimento. Somos transparentes sobre isso — e se o entendimento final mudar, deixamos de oferecer.
Quem realiza este tratamento
Dra. Renata Thomaz
Diretora clínica da Redentes. Formada em cirurgia oral menor, realiza bichectomia por acesso intraoral. Formação em harmonização facial por curso.
Vamos avaliar se o seu caso tem indicação
Na avaliação examinamos de onde vem o volume do seu rosto e explicamos com clareza o que a bichectomia muda e o que não muda. Se não houver indicação, dizemos. Avaliação não é compromisso.
Clínica Odontológica Redentes — Rua Padre Estevão Pernet, 160, conj. 1108/1109, Tatuapé, São Paulo/SP.
Segunda a sexta, das 08h às 18h. Atendimento particular com hora marcada.
Responsável técnica: Dra. Renata da Carvalhinha Thomaz Honorato — CRO 92132/SP.