Bichectomia no Tatuapé

Remoção da bola de Bichat por acesso pela parte de dentro da bochecha — sem corte na pele do rosto, sem cicatriz aparente.

A bichectomia remove parte do coxim adiposo de Bichat, uma bolsa de gordura que fica dentro da bochecha. O acesso é pela parte de dentro da boca, e é isso que coloca o procedimento no campo da odontologia. Além da mudança no contorno do rosto, existe uma indicação funcional que raramente aparece na propaganda: quem morde a bochecha por dentro com frequência pode ter alívio real.

O resultado final demora mais do que a maioria das pessoas espera

6 meses
é o tempo até o resultado se estabelecer, quando o inchaço do tecido é completamente reabsorvido

Sem cicatriz no rosto

Todo o acesso é interno, pela mucosa da bochecha. Não há incisão na pele e não fica marca aparente.

Alívio de mordida na bochecha

Quem morde a mucosa jugal repetidamente, muitas vezes sem perceber, pode ter indicação funcional e não apenas estética.

Consultório, anestesia local

Na maioria dos casos é feito no consultório com anestesia local, sem necessidade de internação.

Expectativa alinhada antes

Mostramos o que é possível no seu formato de rosto — e dizemos com clareza quando o caso não tem indicação.

Quando é indicado — e quando não é

Nem todo rosto que parece arredondado tem indicação. O volume pode vir de gordura subcutânea, de musculatura ou da própria estrutura óssea, e nesses casos a bichectomia não muda o resultado.

Volume por bola de Bichat

O caso com indicação clara: o coxim adiposo é proeminente e responde pelo contorno arredondado na região central da bochecha.

Mordida de bochecha

Trauma repetido da mucosa jugal entre os dentes. Reduzir o volume diminui a interposição do tecido.

Bruxismo severo

Em casos selecionados, associado a outros tratamentos, quando há trauma da mucosa pela força do aperto.

Quando não indicamos

Rosto arredondado por gordura subcutânea, por musculatura ou por estrutura óssea — a cirurgia não resolveria.

Idade e envelhecimento

A face perde volume naturalmente com os anos. Remover gordura em quem já é magro tende a antecipar o aspecto de rosto encovado.

É irreversível

A gordura removida não volta. Por isso a avaliação é conservadora: é melhor remover de menos do que de mais.

Como conduzimos

1. Avaliação

Exame facial e intraoral para identificar de onde vem o volume, e conversa sobre o que você espera do resultado.

2. Planejamento

Definimos se há indicação, o quanto remover e as orientações de pré-operatório. Você recebe tudo explicado.

3. Cirurgia

Acesso pela mucosa da bochecha, com anestesia local. Poucos pontos, que costumam ser reabsorvíveis.

4. Pós-operatório

Retornos de acompanhamento. O inchaço maior cede em cerca de 15 dias; o resultado final se define ao longo de meses.

O que a propaganda sobre bichectomia costuma esconder

Três coisas. Primeiro: é irreversível — a gordura removida não volta, e remover demais produz um rosto encovado que não tem correção simples. Segundo: o resultado leva meses para aparecer, não sai da cadeira pronto. Terceiro: não é procedimento para todo mundo — em rosto magro ou em volume de origem óssea, o ganho é nulo ou negativo. Se alguém indicar bichectomia sem examinar de onde vem o volume do seu rosto, procure outra opinião. O pós-operatório se parece com o de uma extração de siso.

Dúvidas frequentes

Não na pele. Todo o acesso é feito pela parte de dentro da bochecha, então a cicatriz fica na mucosa, escondida, e costuma ser imperceptível depois de cicatrizada. É exatamente por ser um procedimento intraoral que ele está no campo de atuação do cirurgião-dentista.

Comparável ao de uma extração de siso. É esperado inchaço e limitação para abrir a boca por cerca de 15 dias, controlados com a medicação prescrita e com gelo nas primeiras horas. Alimentação macia e fria nos primeiros dias. A recuperação social costuma levar de uma a duas semanas.

Aproximadamente 6 meses. O inchaço maior passa em cerca de duas semanas, mas o tecido continua se reorganizando por bastante tempo depois — e é só quando ele é completamente reabsorvido que o contorno final aparece. Quem espera resultado imediato se frustra.

Não. A gordura removida não se regenera. É a razão pela qual conduzimos a indicação de forma conservadora e preferimos remover menos: sobra é ajustável, falta não. Em casos de remoção excessiva por outro profissional, as alternativas envolvem preenchimento ou enxerto, que são paliativos.

Só o exame responde. O volume da bochecha pode vir da bola de Bichat, de gordura subcutânea, da musculatura do masseter ou da própria estrutura óssea. A bichectomia atua em apenas um desses. Se a origem for outra, a cirurgia não muda seu contorno — e nesse caso dizemos isso com clareza.

O Conselho Federal de Odontologia regulamenta o procedimento como de competência do cirurgião-dentista, por ser de acesso intraoral. Há uma discussão judicial em andamento sobre o alcance dessa competência: em agosto de 2026 o TRF-1 decidiu contra a norma, mas a decisão não é definitiva, cabe recurso e o CFO orienta a continuidade do atendimento. Somos transparentes sobre isso — e se o entendimento final mudar, deixamos de oferecer.

Quem realiza este tratamento

Dra. Renata Thomaz

Implantodontia · CRO 92132/SP

Diretora clínica da Redentes. Formada em cirurgia oral menor, realiza bichectomia por acesso intraoral. Formação em harmonização facial por curso.

Vamos avaliar se o seu caso tem indicação

Na avaliação examinamos de onde vem o volume do seu rosto e explicamos com clareza o que a bichectomia muda e o que não muda. Se não houver indicação, dizemos. Avaliação não é compromisso.

Clínica Odontológica Redentes — Rua Padre Estevão Pernet, 160, conj. 1108/1109, Tatuapé, São Paulo/SP.
Segunda a sexta, das 08h às 18h. Atendimento particular com hora marcada.
Responsável técnica: Dra. Renata da Carvalhinha Thomaz Honorato — CRO 92132/SP.

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